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31/08/2018
Greening atinge 18% das laranjeiras de SP e MG

Folha de S. Paulo - 31/08/2018 - Em comparação ao ano passado o índice cresceu cerca de 8,5%, correspondendo a mais de 35 milhões de árvores doentes no cinturão citrícola


O greening umas das piores doenças da citricultura mundial, atingiu maior índice desde sua descoberta em 2004. A doença tem afetado cerca de 18,15% das laranjeiras do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo Sudoeste de Minas, são aproximadamente 35,3 milhões de árvores doentes, a incidência é 8,5% superior à de 2017, quando foram detectadas 32 milhões de laranjeiras atingidas.

“O problema é sério e a situação tem se tornado preocupante”, afirma Juliana Ayres, gerente-geral do Fundecitrus. “Só a conscientização, o que envolve também a sociedade, uma vez que o inseto transmissor da doença chega aos pomares comerciais contaminado com a bactéria depois de se alimentar em plantas de citros em quintais, chácaras e ranchos, e a intensificação do controle podem mudar esse cenário”, complementa Ayres.

O Fundecitrus divide o parque citrícola em 12 regiões, onde cinco delas, Brotas, Duartina, Altinópolis, Porto Ferreira e Avaré, possuem aumento no caso da doença. As regiões consideradas com maior incidência de laranjeiras com greening são Brotas com 58,16%, Limeira 34,01%, Duartina 32,78%, Porto Ferreira 27,41% e Matão 18,32%. Já as regiões com menor incidência são Triângulo Mineiro com 8%, Itapetininga 1,73% e Votuporanga com apenas 1,96%.

“Os dados coletados e as informações acumuladas mostram que os citricultores médios e grandes, sabendo que as plantas jovens são mais vulneráveis à doença e buscando evitar que elas sejam contaminadas antes de começarem a produzir, vêm redobrando o cuidado com os pomares em formação, mas o controle dos pomares mais velhos está sendo insuficiente” analisa Ayres.

O levantamento também mostrou que a doença caiu nos pomares com plantas de 0 a 2 anos. O que mostra que o citricultor tem evoluído no manejo contra a doença.

“A maioria dos produtores já entendeu que a doença não tem cura, que não existem tratamentos alternativos e que quando mais elevada a severidade, maior a queda de produtividade. Portanto, as plantas que ficarem doentes antes de alcançarem a idade de produção, por volta de 3 anos, e o ápice produtivo causarão prejuízos que podem levar à inviabilidade do negócio. Por isso, a preocupação com os pomares mais jovens”, avalia Ayres.

O manejo da doença precisa e deve ser intensificado, dentro e fora das propriedades para que o greening não venha inviabilizar a produção do parque citrícola paulista e mineiro. Serve como lição a atual situação da Flórida, no sudoeste dos Estados Unidos, considerada dramática.