NOTÍCIAS
DO MERCADO
compartilhar este link
O pior inimigo do greening

04/02/2020 14:55:16
Britânicas anunciam fusão

11/06/2015 16:51:29
Pode ser Pepsi na NBA?

24/04/2015 16:52:15
H2Coco lança mix com café

17/04/2015 12:55:19
Starbucks aposta em delivery

24/03/2015 11:49:58
Imposto tira gás da FEMSA

16/12/2014 15:33:52
Vita Coco quer reinar na China

20/10/2014 18:19:05
MacTangerina no cardápio

02/10/2014 14:29:13
Exportações barradas

02/07/2014 11:44:03
Rótulos da discórdia

26/06/2014 11:19:54
De olho na dieta britânica

25/06/2014 11:19:54
Nova Coca-cola chega à Europa

11/06/2014 10:54:40
Ampliando mercado

23/05/2014 10:44:00
A batalha do açúcar

07/05/2014 18:07:00
Aguá pra inglês beber

06/05/2014 12:15:00
Salvação na embalagem

16/04/2014 12:11:00
O novo energético da Coca

04/04/2014 11:21:00
TV desligada

26/03/2014 15:21:00
Laranja fora da TV

18/03/2014 12:18:00
O futuro dos energéticos

13/03/2014 17:11:00
Pepsi em cápsulas

11/03/2014 13:35:00
Pepsi aposta no México

27/01/2014 13:47:00
De olho na caxinha

24/01/2014 16:43:00
Vendas não reagem nos EUA

19/12/2013 17:12:00
Dubai sem sede

18/10/2013 12:00:00
Mapa do varejo

23/09/2013 14:48:00
Suco tenta reagir nos EUA

17/09/2013 14:02:00
Suco aposta na TV

12/09/2013 12:29:00
Laranjas da África

09/09/2013 15:01:00
Monster quer entrar na Índia

15/08/2013 16:34:00
Frutas perdem espaço

25/07/2013 11:57:00
Tropicana de cara nova

14/06/2013 10:29:00
Nova York contra os sucos

04/06/2013 12:23:00
Purity mostra suas armas

06/05/2013 12:20:00
Portas abertas para a Turquia

26/04/2013 10:39:00
Investimentos à francesa

24/04/2013 11:48:00
Xenergy vai a luta

23/04/2013 12:31:00
Maçã no vermelho

23/04/2013 11:41:00
Surge mais uma gigante

22/04/2013 14:54:00
O que a Arábia quer beber

15/04/2013 16:44:00
Lucros monstruosos

12/04/2013 15:25:00
De roupa nova

25/03/2013 13:00:00
Água no refrigerante

18/03/2013 12:31:00
As bolhas da Honest Tea

13/03/2013 11:49:00
Monster made in Japan

31/01/2013 12:39:00
Sinal verde do CADE

04/01/2013 10:42:00
Mudança de hábitos ameaça a Coca-Cola

Folha de. S. Paulo / The New York Times - 06/03/14 - Com campanhas contra obesidade, empresa tem queda nas vendas e no valor da marca

A Coca-Cola reinou por muitos anos como a marca mais valiosa do mundo, mas em 2013 Apple e Google a superaram no ranking anual de marcas da Interbrand.

A primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, está promovendo uma campanha de combate à obesidade e pede que os americanos bebam mais água. Michael Bloomberg, ex-prefeito de Nova York, tentou proibir, no seu governo, a venda de refrigerantes de tamanho gigante.

E, na semana passada, a FDA (agência que regulamenta o mercado de alimentos nos EUA) propôs novas normas de identificação que forçariam os fabricantes a expor com mais destaque os gramas de açúcar adicionado, o que incluiria o xarope de milho com alto teor de frutose usado pela Coca-Cola.

As ações da empresa sempre foram vistas como exemplo de investimento de alto valor, propiciando retornos financeiros firmes nos bons e nos maus momentos.

Mas 15 dias atrás ela divulgou queda nas vendas no importante mercado da América do Norte, além de avanço decepcionante no mundo, o que alarmou investidores e provocou queda das ações.

"As bebidas carbonadas estão sofrendo forte queda", diz John Sicher, editor responsável pela revista especializada "Beverage Digest".

"Os ventos contrários das campanhas de combate à obesidade e por uma melhor saúde são difíceis de enfrentar", diz. "As grandes companhias de refrigerantes, especialmente a Coca-Cola, estão na encruzilhada mais importante de suas existências."

Os motivos são variados e complexos. O consultor de marcas Martin Lindstrom diz que suas pesquisas indicam que a idade média do consumidor de Coca-Cola é 56 anos. "Eles acham que são jovens quando a bebem. Mas os jovens na verdade estão buscando alternativas, como as bebidas energéticas."

Lindstrom diz que suas pesquisas apontam que os jovens não gostam de bebidas com teor elevado de carbono. A Coca-Cola é mais gaseificada que a Pepsi e tem teor de carbono duas vezes maior do que o de bebidas energéticas.

E os pais, que em gerações anteriores apresentavam a Coca-Cola aos seus filhos, vêm hesitando em fazê-lo, devido a preocupações com a saúde. "Antigamente, a primeira Coca-Cola da vida de uma pessoa era um marco. As lembranças de infância perduravam pelo resto da vida. Mas essa transmissão do costume está se dissolvendo."

Ravi Dhar, professor da Universidade Yale, diz que o desafio da Coca é especialmente difícil porque está vinculado a uma ampla virada na preferência do consumidor. "A inovação seria um caminho."

Sicher, da "Beverage Digest", acrescenta que "inovações quanto a calorias e adoçantes são essenciais".

A Coca-Cola ainda tem seus defensores. "A companhia tem uma rede de distribuição e lealdade do consumidor incríveis", diz Bruce Greenwald, professor da Universidade Columbia.

"De vez em quando, há um mau trimestre e as pessoas entram em pânico. E é possível que essa lealdade realmente esteja acabando. Mas dizer que os americanos estão se tornando mais saudáveis? Eu não apostaria nisso."