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Diário da Região - 10/11/14 - Citricultores tem até o dia 15 de janeiro de 2015 para declarar as inspeções

O citricultor paulista já pode informar as inspeções realizadas no pomar durante o segundo semestre de 2014. O relatório semestral de inspeção do cancro e greening está disponível no site da Coordenadoria de Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo. O citricultor tem até o dia 15 de janeiro de 2015 para declarar as inspeções. A região de Rio Preto tem 6,7 milhões de pés de laranja em produção na safra 2013/2014, com uma produção de 10,3 milhões de caixas de 40 quilos. 

Para preencher o relatório é preciso acessar o site www.defesaagropecuaria.sp.gov.br/greening (clique AQUI) lançar os dados das inspeções e as eliminações de plantas suspeitas realizadas no pomar durante o segundo semestre de 2014 e enviá-lo. O relatório de envio pode ser impresso e guardado para eventuais comprovações em auditorias realizadas pela Defesa Agropecuária. Caso o citricultor tenha alguma dúvida, ele pode consultar o Manual Básico do Usuário, também disponível no site. 

A legislação em vigor estabelece que proprietário, arrendatário ou ocupante a qualquer título, deve realizar, no mínimo, uma inspeção trimestral, eliminar as plantas suspeitas e, a cada semestre, enviar relatório ao órgão oficial de defesa agropecuária. Mesmo não encontrando plantas com sintomas do cancro cítrico ou greening, o citricultor deve preencher o relatório e enviá-lo, pois este procedimento é de comunicação obrigatória. O produtor que deixar de enviar o relatório semestral estará sujeito a multas que variam de 100 a 500 unidades fiscais do estado de São Paulo (Ufesps). O valor de cada unidade é de R$ 20,14.

Para o greening ainda não existe tratamento curativo, nem variedade resistente. Quando contaminadas, as plantas novas não chegam a produzir e as plantas adultas tornam-se improdutivas dentro de 2 a 5 anos. A única forma de controle da doença é através de inspeções constantes, que devem ser realizadas pelo citricultor. Encontrando plantas com sintomas da doença elas devem ser eliminadas o mais rápido possível para eliminar as fontes de inoculo, associado com o controle do vetor da doença que é o psílideo (Diaphorina citri). 


Cancro cítrico 

Com a publicação da Resolução SAA-147, de 31-10-2013, entraram em vigor no estado de São Paulo as novas regras para a supressão ou erradicação do cancro cítrico, doença causada pela bactéria Xanthomonas citri subsp. citri. Agora não é mais obrigatório erradicar as plantas que estiverem em um raio de 30 metros a partir da planta contaminada com a doença. 

O método a ser adotado é a eliminação da planta contaminada e a pulverização, com calda cúprica na concentração de 0,1% de cobre metálico, de todas as plantas de citros, que estiverem em um raio perifocal de, no mínimo, 30 metros medidos a partir da planta eliminada contaminada. A pulverização deverá ser repetida a cada brotação. Com a publicação da resolução, passa a ser obrigatório informar, no relatório, as inspeções e eliminação de plantas cítricas contaminadas pelo cancro cítrico.